Parlamentar reforçou que seguirá cobrando apuração ampla sobre as fraudes que atingiram milhares de aposentados e pensionistas em todo o país.
O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) afirmou que a esquerda ligada ao PT e aos aliados do atual presidente da República trabalha para blindar pessoas que poderiam trazer informações decisivas à CPMI do INSS. A declaração ocorreu após a rejeição, por 16 votos a 14, de requerimentos que pediam a convocação de Edson Claro Medeiros Júnior, ex-funcionário do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), Edson Claro teria sido ameaçado de morte pelo “Careca” e poderia apresentar dados relevantes sobre o esquema de fraudes em empréstimos consignados e descontos irregulares em aposentadorias e pensões. Apesar disso, a convocação foi barrada.
Para o deputado Coronel Chrisóstomo, a manobra deixa claro que setores do governo e da base aliada não querem que certas informações venham à tona.
“Estão blindando pessoas que são peças-chave neste escândalo. Não há justificativa para impedir que alguém, disposto a colaborar com a investigação, seja ouvido. Esse bloqueio mostra a quem realmente querem proteger”, afirmou.
A rejeição dos requerimentos expôs a divisão interna da comissão, que aprovou a convocação de ex-servidores do INSS, entre eles o ex-procurador Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, afastado após a deflagração da Operação Sem Desconto pela Polícia Federal. Mas, na avaliação do Coronel Chrisóstomo, o resultado da votação confirma a tentativa de limitar o alcance da CPMI.



